27 de janeiro de 2017

Dos sonhos que se cumprem

Hoje é sobre sonhos.
Esta miúda de quem aqui vos falo, tinha um sonho desde criança, e esse sonho era ser escritora. Poucos o sabiam, apesar de ter revelado muito cedo, a intimidade que tinha com a palavra escrita, nos seus múltiplos textos elogiados pelos professores.  
Dessa altura, recordo-a tímida, perto da mãe (minha colega de trabalho de há muitos anos), nos dias de levar os filhos para o emprego. Carregava sempre algo para ler ou para escrever, a sua forma preferida de passar o tempo. Não se dava por ela, ali no cantinho da secretária, a observar tudo discretamente, enquanto a mãe trabalhava. A miúda cresceu, e o sonho cresceu com ela, como crescem os sonhos que acarinhamos e nutrimos.
Há uns meses soube que escreveu um livro. Tive a honra de o ler ainda em rascunho, e confesso que fiquei muito feliz. Feliz porque ela conseguiu. Ultrapassou os medos, a timidez, e pôs cá para fora o seu primeiro livro. Não desistiu, não parou na vigésima página, não se assustou com os bloqueios naturais de quem se propõe a executar tal tarefa. Só  isso já é uma grande vitória. Quem nunca tentou, não faz ideia do que é levar essa tarefa até ao fim. Parece fácil. Não é.
Dou-lhe os parabéns por tudo o que conseguiu, e porque o resultado final compensou. O livro é giro. É um policial levezinho cheio de segredos e com um final surpreendente como se quer. Lê-se como quem bebe água.
Se puderem apareçam hoje à noite na FNAC do Oeiras Parque, conheçam a jovem autora Ana Clara Carvalho, que na minha opinião, ainda vai dar que falar.
Quem é que não gostaria de ter a primeira edição autografada, do primeiro livro de uma grande escritora?      



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