15 de janeiro de 2017

Manchester by the Sea

Um filme que esperava diferente, com mais luz. Que me oprimiu, que me deixou sem ar, e me surpreendeu pela magnifica banda sonora, e complexidade emocional. É uma daquelas histórias que levamos para casa, que se agarram a nós de tal forma, que acordamos ainda a rever detalhes e a procurar justificações. Enredo que se desenvolve entre o presente e o passado, destapando, aqui e ali, cantos obscuros que nos vão deixando perceber o inexplicável. Não é um filme leve. Retrata a habilidade que o ser humano tem para sobreviver ao pior de tudo. Retrata a dor, e mostra-nos da maneira mais crua, como por vezes a única maneira de a adormecer, é adormecer a nossa capacidade de sentir seja o que for.
Nem sempre o amor, vence a dor, muitas vezes agrava-a. A ideia que se vislumbra é que por vezes só o mal, cura um mal maior. Nesta possibilidade, de que há males que vem por bem, percebemos que seja através do amor ou do mal, a cura só chega quando nos abrimos a ela.Quando aceitamos a dor, a par de todos os outros sentimentos. Quando deixamos que nos perdoem, mas acima de tudo quando nos perdoamos a nós próprios. 
Excelente interpretação de Casey Affleck.
   
Imagem retirada da net.

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