15 de fevereiro de 2017

O Amor

Dizem-nos que o amor é eterno. Que quando é amor, é para sempre. Contam-nos histórias de príncipes e princesas com final feliz, mas não explicam que esse final, é apenas o princípio. O ponto de partida para uma jornada cheia de curvas e contra curvas, de subidas e descidas, rectas intermináveis, numa desordem que nos atropela.
Induzem-nos a acreditar que basta gostar e ser gostado. Que nessa jornada o amor é a constante, mesmo quando tudo o resto são variáveis desgovernadas. Pode ser, mas não chega.
O amor não existe estanque, precisa de ser alimentado, acarinhado, protegido. Precisa de fluir em consonância com o ambiente. Precisa de luz, de coerência, de partilha. Precisa de equilíbrio, de verdade, de transparência.
Sem isto, sufoca, perde a cor, perde o sentido. Sem os devidos cuidados torna-se doente, ou doentio, conforme o caso. Adultera-se, mirra, extingue-se. O amor, como tudo o que vale a pena, requer de nós o nosso melhor.
Troquem o final pelo princípio. Deixem o para sempre, e concentrem-se no agora. Celebrem o dia do amor, sem dia, todos os dias.

(pena que ás vezes o óbvio só o é quase tarde demais)




3 comentários:

Claudia Mascote disse...

Concordo imenso. Principalmente com os teus parêntesis..

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Quase tudo na vida se pode corrigir, quando percebemos que não está bem. No amor, se não for no imediato, que seja no futuro. bjs.

Claudia Mascote disse...

É isso mesmo. Há que corrigir.

Beijinhos e um bom fim de semana para ti e para o teu reguila ;)