29 de março de 2017

Cavalos

Estas fotos demonstram que tenho muito a aprender no que toca a fotografar animais. Ainda assim quis deixá-las aqui, porque se a fotógrafa não foi a melhor, os modelos foram excepcionais. Momentos houve em que quase senti que eles se esforçaram para que as fotos corressem bem. Só faltou eles dizerem : "Vá, mais não podemos fazer, vai aprender umas coisinhas e depois volta". 
São animais maravilhosos, não acham?

26 de março de 2017

Cenas e coisas de um dia de chuva

Mudou a hora, e acordei tarde, mesmo pela a hora antiga. Ontem o dia foi longo e cheio, e hoje, até a minha cria madrugadora, de tão cansada, acordou muito para lá da hora habitual. Para ficarem com uma ideia do quão tarde foi, o pouco tempo que sobrou da manhã, mal deu para o pequeno almoço. 
Confesso, não me apetecia sair da cama, está frio, cinzento, húmido, e dias como o de hoje combinados com um certo estado de espírito, deixam-me quase inerte. Digo quase porque a cabeça voa a mil, mesmo quando o corpo não se quer mexer. Nestes dias sem cor, debato-me com duas ideias antagónicas, a de aproveitar o dia em casa, para organizar o espaço e cumprir algumas tarefas sempre adiadas, e a de me enroscar com uma manta, agarrada aos meus prazeres solitários do "mau tempo" : ler, escrever ou pôr em dia filmes e séries há muito gravados. 
Hoje, a ideia do dolce far niente venceu. 

21 de março de 2017

Bolas de sabão

As crianças ficam felizes com muito pouco. 
Nós (adultos), por vezes perdemos este dom da felicidade fácil, e de nos maravilharmos com os pormenores. 


17 de março de 2017

Elementos secretos

Um filme que não pode ser reduzido à descrição temática de segregação racial e sexual, pois é muito mais, é também sobre perseverança, visão de futuro, sonhos.
Uma história que ao mostrar os bastidores do sonho de uma nação (a conquista do espaço), acaba por relatar conquistas individuais tão ou mais importantes. Aqui, o universo feminino, o preconceito, a diplomacia,  a força e a resiliência são retratados de uma forma que nos toca. Mulheres brilhantes, mulheres que conseguiram elevar-se com elegância, e que, ao defender as suas convicções, abriram portas que nunca mais foram fechadas, portas que hoje são atravessadas como se nunca tivessem existido. Barreiras caíram sem armas ou violência de qualquer espécie, vencidas com sensibilidade, inteligência e muita determinação. Recomendo. 

Imagem retirada da net

7 de março de 2017

Por Lisboa

Sempre que agarro na máquina e o destino é Lisboa, nunca venho desiludida para casa. Há sempre algo novo. Uma rua nunca percorrida, uma situação nova nos sítios de sempre, a luz que nunca se repete. Mas são as pessoas que mais transformam o cenário, são elas que lhe dão vida. E se antigamente fugia das pessoas, por achar que estragavam a fotografia, agora, quase que as persigo com a lente da máquina fotográfica, pois sem elas o cenário raramente me parece completo.
Mais uma vez, um passeio que valeu cada passo nas subidas e descidas, pelas escadarias e ruas estreitas que Lisboa nos apresenta, na excelente companhia da Ju.


5 de março de 2017

Conspiração

O que pensar, quando nos parece que o universo conspira contra aquilo que queremos?
Quando, num determinado objectivo, por mais que façamos planos, que marquemos datas, que assumamos compromissos connosco e com os outros, aconteça sempre algo que nos impossibilite de chegar lá.
Devemos levar essas contrariedades de que forma? 
Acreditar que é um teste à nossa vontade, que serve para nos fortalecer e garantir que é isso mesmo que queremos
Ou que não, que é um aviso. Um sinal de sentido proibido que constantemente se pespega à nossa frente. 
Estou confusa com alguns sinais. Já não sei o que pensar. Vale a pena continuar a bater com a cabeça na parede, e seguir caminhos que constantemente levam a becos sem saída, até achar o certo?
Ou, mais vale parar, e aceitar que se fica constantemente fora do meu alcance, é porque não é para mim?
Parece uma piada de mau gosto. Daquelas absurdas, sem sentido que desafiam crenças.