9 de abril de 2017

Trico, o gato luz...

... o gato cão, o gato companheiro, o gato sentinela, o gato palhaço, o gato papagaio, o gato mais curioso e brincalhão do (nosso) universo. 
Quando te conhecemos, minúsculo, parecias um ratinho, o brinquedo dos teus irmãos. Eras o mais pequenino, o mais fraco o que sobrava no momento de mamar. Tememos que não sobrevivesses, e por isso vieste connosco. Os primeiros dias não foram fáceis, mas rapidamente ganhaste força e confiança. Ocupaste lugar no nosso coração, e apesar das muitas traquinices e asneiras dos primeiros anos, nunca conseguíamos ficar chateados contigo pois a alegria e o amor que trazias contigo iluminava a nossa casa. Apesar da desconfiança inicial acolheste o nosso bebé, e foste companheiro das brincadeiras, e guardador do seu sono. Recebeste a Syrah e partilhaste tudo com ela. Sei que quando ela partiu, também partiu com ela parte da tua alegria. Procuraste por ela dias a fio, sem compreenderes. Deixaste de brincar, e, a doença que desconhecia-mos nessa altura, agravou também por isso.

Foi muito difícil para nós aceitar, pouco mais de um mês depois da Syrah partir, que tu não estavas bem. Voltar aquele lugar e vir de lá sem esperança, com um prognóstico que não deixava dúvidas. Foi ainda mais difícil, uma semana depois, quando pensávamos que estavas a melhorar, perceber que o fim tinha chegado. Que sofrias, e não merecias sofrer dessa maneira. 
Apesar de saber que o teu tempo era curto, e da dor e ansiedade que isso causava, sinto-me grata por te ter tido mais uma semana. Por te ter conseguido mimar quanto quiseste, por nos termos conseguido despedir de ti.
Agora, tu meu gatinho luz, também serás pó de estrelas, luminoso como esse brilho que trazias nos olhos, sempre que nos vias chegar. Fica connosco um vazio enorme, mas ainda assim, as histórias, as recordações de tudo de bom que nos deste, apesar das lágrimas da saudade, aquecem-nos o coração. Adeus, descansa ao lado da tua companheira de sempre, e juntos sejam folhas, flores, alegria e beleza.  

















2 comentários:

Joana Sousa disse...

Oh Natália, que golpes tão duros...um abraço enorme, não se mais o que te deixar. Só a certeza que a dor de agora se vai transformar num sorriso quando pensares neles, quando o tempo fizer a sua magia. Muita força <3

Jiji

Escrever Fotografar Sonhar disse...

Obrigada Joana. O sorriso está cá, as recordações são muitas, mas ainda vem acompanhado de um grande nó no peito. bjs