20 de maio de 2017

Soluções

Sabe quem me conhece (basta ler o post aqui do lado) que a desarrumação me deixa inquieta. Consigo-me abstrair dela durante algum tempo, se a minha cabeça andar arrumada, mas quando a minha vida se complica, a desarrumação à minha volta agudiza todo o meu estado de nervos. Por isso, periodicamente procuro soluções para facilitar a vida no que à arrumação diz respeito. E nisso o IKEA é uma lufada de ar fresco, sempre com ideias giras, práticas e funcionais. 
Quando vi o desafio #euqueroarrumar, achei que mesmo não sendo eu mestre na arte da arrumação, (ou talvez por isso mesmo), podia partilhar algumas das soluções que adoptei, para me facilitar a vida.

15 de maio de 2017

Amigos amigos, telemóveis à parte


Um filme falado na minha língua estrangeira favorita, italiano, e só por isso já ganha pontos
Filmado à volta de uma mesa de refeição, o meu local preferido para estar com amigos (mais pontos), um filme acerca das relações humanas, as que mais estimamos, a família e os nossos amigos. Um filme que me fez rir e pensar ao mesmo tempo, duas das sensações que mais gosto quando vou ao cinema (pilhas de pontos). 
Como podem ver, gostei muito do filme, que é cómico e sério ao mesmo tempo, que junta a comédia, a tragédia e um pouco de crítica, de uma forma exímia.

7 de maio de 2017

Mãe.pt


Neste dia da Mãe quero partilhar convosco um novo espaço para o qual tive o privilégio de ser convidada a colaborar. 
Escrito por Mães e para Mães é um espaço de partilha, análise e discussão, sobre os vários temas da maternidade. 
Quem me conhece sabe que eu sou muito descontraída, sempre aberta a ideias novas, entusiasta na arte de ouvir novos pontos de vista. Assim, acredito que este será um espaço, despretensioso, cheio de ideias e opiniões diversificadas. Porque neste projecto sonhado e concretizado pela Cláudia, 40 Mães vão partilhar as suas histórias, crónicas e opiniões. Mães como tu e como eu, com dúvidas, com perguntas, e com sorte, também algumas respostas, fruto da experiência, que tanto ensina.  



Não se acanhem, e visitem www.maespontopt.pt


Ser Mãe

Hoje, vou ligar à minha mãe. 
Vou ligar, e dizer-lhe o quanto ela é especial. 
Vou dizer-lhe que entendo, muito do que me dizia, em miúda. Porque agora entendo, e há coisas que têm que ser ditas.
Vou dizer-lhe que sei que fez o melhor que sabia. Porque uma mãe é assim mesmo. Generosa, humana, (im)perfeita. Vou dizer-lhe que apesar de discordar dela em quase tudo, de sermos muito diferentes, somos mais parecidas do que alguma vez julguei possível. Tantas vezes (demasiadas), dou por mim a dizer ao meu filho frases que lhe ouvi, a repetir gestos iguais, inconscientemente, que não sabia que me tinham ficado gravados.  
Quando olho para o meu filho, ainda ontem um bebé de colo, e hoje um menino que acha que é crescido, percebo a velocidade a que o tempo corre por nós, e fico apreensiva. Os filhos crescem depressa demais. Dei por mim a pensar no que terá ela sentido quando aos 18 anos, escolhi uma faculdade a mais de 500 km de casa. Dei por mim finalmente a entender, que ela insistir para que eu ficasse em Bragança, na escola de Enfermagem (numa profissão para a qual nunca tive vocação), não era falta de confiança, ou egoísmo, era medo do desconhecido, medo do mundo grande demais, medo de me perder. 

5 de maio de 2017

Falta

Chego, abro a porta de casa, e coloco o pé na porta para que não saias.
Vejo-te na esquina, debaixo da cadeira, à porta da cozinha. Sinto o teu olhar do alto do móvel das toalhas no corredor, e ás vezes até ouço os teus miados, aqueles que fazias quando percorrias a casa toda, de rato de peluche na boca, a chamar por um de nós.
Quando me levanto, ainda meio estremunhada avisto-te no tapete da casa de banho à minha espera... Não te vejo realmente, porque não estás lá, mas à luz difusa da manhã quase parece que sim. 
Ainda fecho as portas  e gavetas de armários, ainda deixo a marquise aberta, ainda fecho a casa de banho para não destruíres o papel higiénico. Antes de sair de casa, ainda coloco o batente nas portas para não ficares trancado nos quartos. 
Ainda hesito em deixar a comida na bancada, à cautela.
Ainda te sinto passear no quarto de noite... e acordo em sobressalto, porque me lembro que os barulhos que oiço não podem ser teus. Ás vezes viro-me de repente, e vejo-te pelo canto do olho. Mas era só um saco de compras esquecido no chão, um reflexo de luz, ou um brinquedo mal arrumado. Sei que não estás, mas ainda me esqueço.

1 de maio de 2017

O oposto de só

Hoje, neste primeiro dia do meu Maio senti-me só. 
Com os amigos habituais fora, a aproveitar este fim-de-semana prolongado, o meu filho a andar de patins com o pai, e a casa vazia, questionei o que me apetecia fazer verdadeiramente. Não tive uma resposta imediata.
O dia lá fora, solarengo e luminoso, dizia-me que era uma pena desperdiça-lo, ficando cá dentro. 
Saí, ainda que sem rumo, saí. Naturalmente fui parar a um dos meus jardins preferidos. Não levei um livro, não levei uma revista, nada. Sentei-me na esplanada a bebericar café, e não tendo por hábito ficar agarrada ao telemóvel a vaguear nas redes sociais, acabei por me aborrecer só de ficar ali, com o zumbido das milhentas conversas que me rodeavam. Meia hora depois, sentia-me a mais. Como se sozinha não tivesse o direito de ali estar. Rodeada de famílias, casais, grupos de amigos. 
Claro que não fazia sentido, no entanto, pouco habituada a estar sozinha, senti-me mesmo assim. A mais.